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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Veja como é a viagem de ônibus mais longa do mundo




A nova série do Jornal da Record mostra o caminho de 6.000 km na estrada




Terminal rodoviário do Tietê, 11 de maio, 7h30. O itinerário do ônibus vai entrar no Guinness, o livro dos recordes, como a viagem mais longa do mundo: são quase 6.000 km entre São Paulo e Lima, no Peru.
O ônibus parte a cada quinze dias. A passagem custa R$ 470, menos da metade da viagem de avião. É um semileito; as poltronas não se deitam totalmente, mas há espaço para relaxar.
É preciso levar pelo menos duas malas de mão com os itens que serão usados durante a viagem, pois a empresa não fornece nada: cobertor, travesseiro e produtos de higiene pessoal.
Mesmo sendo um embarque internacional, ninguém confere o que tem dentro das malas.
Peru ou Brasil?
No caminho, histórias de emoção e alegria durante a volta para casa de peruanos que foram trabalhar no Brasil.
A bordo estão dez peruanos que trabalhavam e moravam ilegalmente no Brasil. Durante quase três anos, dona Mari Luz Martinez foi costureira em São Paulo, mas resolveu voltar.
- Porque eu tenho muito saudade de minha família, são tantos anos… Vou matar a saudade. Sabe, uma parte de mim quer voltar e outra não, ficar em meu país.
Ester e Alan vivem o mesmo dilema. Ela diz que só o marido tem vontade de voltar para o país de origem, que ela ficaria no Brasil. Ele diz que sente falta das raízes.
- Lógico que quero [voltar]. Toda a família mora lá, amigos, parentes, irmãs. É diferente quando você mora com a família com que você cresceu.
Eles estão levando o brasileirinho Jean, de seis meses, para as famílias conhecerem.
No aperto
Três motoristas se revezam na viagem. Enquanto um dirige, outro descansa na poltrona, e um terceiro dorme em uma cama improvisada.
Cada um dirige por quatro horas e meia, cinco horas, conta Frankilin, que está há 25 anos na empresa.
- Nessa rota, passamos dez dias na estrada e quatro em casa.
O ônibus passa por algumas das áreas mais isoladas do Brasil, regiões onde dificilmente há sinal de celular ou internet. Por longas horas os passageiros ficam incomunicáveis.
A primeira parada é Maracaí, ainda no interior de São Paulo. A comida ajuda a aproximar os passageiros que aos poucos vão se tornando amigos, compartilhando experiências.
O primeiro dia de viagem passa sem banho, pois a próxima parada é apenas na manhã seguinte. O dia termina com uma bela paisagem na travessia sobre o rio Paraná, divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul.
Higiene pessoal
Escovar os dentes dentro do banheiro do ônibus não é nada fácil. E é melhor sempre ter um rolo de papel higiênico à mão.
Na rodoviária de Cáceres, no Mato Grosso, há uma ducha, que custa R$ 3. Usar o sanitário também sai por R$ 3 e, para urinar são R$ 0,50.
Mesmo pagando, o tempo de cada cliente é rigorosamente controlado. O banho tem que durar sete minutos. Se passar disso, são cobrados outros R$ 3.
Veja a  Parte I da reportagem do Jornal da Record na série Brasil e Peru: aventura até o Pacífico:


Do R7, com Jornal da Record

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Chico Xavier vivia no mundo da fantasia, que sirva de alerta aos cristãos.

Chico Xavier, descrevendo suas fantasiasdo além-túmulo nos “revela” a existência de um de “aerobus” no fantástico mundo espiritual do espiritismo:
“NO BOSQUE DAS ÁGUAS. Dado o meu interesse crescente pelos processos de alimentação, Lísias convidou: – Vamos ao grande reservatório da colônia. Lá observará coisas interessantes. Verá que a água é quase tudo em nossa estância de transição. Curiosíssimo, acompanhei o enfermeiro sem vacilar. Chegados a extenso ângulo da praça, o generoso amigo acrescentou:
- Esperemos o aeróbus. 
Mal me refazia da surpresa, quando surgiu grande carro, suspenso do solo a uma altura de cinco metros mais ou menos e repleto de passageiros. Ao descer até nós, à maneira de um elevador terrestre, examinei-o com atenção. Não era máquina conhecida na Terra. Constituída de material muito flexível, tinha enorme comprimento, parecendo ligada a fios invisíveis, em virtude do grande número de antenas na tolda.” (XAVIER, CHICO. Nosso Lar, cap. 10)

Noutro capítulo, como num conto de fadas, fala de muralhas protetoras que emitem dardos magnéticos:
“Encorajados pela rebeldia dos cooperadores do Esclarecimento, os espíritos menos elevados que ali se recolhiam entregaram-se a condenáveis manifestações. Tudo isso provocou enormes cisões nos órgãos coletivos de “Nosso Lar”, dando ensejo a perigoso assalto das multidões obscuras do Umbral, que tentaram invadir a cidade, aproveitando brechas nos serviços de Regeneração, onde grande número de colaboradores entretinha certo intercâmbio clandestino, em virtude dos vícios de alimentação. Dado o alarme, o Governador não se perturbou. Terríveis ameaças pairavam sobre todos. Ele, porém, solicitou audiência ao Ministério da União Divina e, depois de ouvir o nosso mais alto Conselho, mandou fechar provisoriamente o Ministério da Comunicação, determinou funcionassem todos os calabouços da Regeneração, para isolamento dos recalcitrantes, advertiu o Ministério do Esclarecimento, cujas impertinências suportou mais de trinta anos consecutivos, proibiu temporariamente os auxílios às regiões inferiores, e, pela primeira vez na sua administração, mandou ligar as baterias elétricas das muralhas da cidade, para emissão de dardos magnéticos a serviço da defesa comum.” (Idem, cap. 9)
Você sabia que Amauri Pena, um sobrinho de Chico Xavier, desmascarou o tio e toda a farsa espírita na qual ele foi educado e persuadido a ser um grande médium, em 1958?
Ele disse ao “Diário de Minas”:
“Tudo o que tenho psicografado até hoje foi criado por minha própria imaginação, sem que precisasse de interferência de almas do outro mundo. Resolvi por uma questão de consciência contar toda a verdade. Não desmascaro meu tio como homem, mas como médium”.
Confira também “Estado de Minas”, 20/1/1971 e revista “Realidade”, Novembro 1971, página 65.
Fonte: Adversus Haereses